Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Finanças da casa

Greve bancária dificulta saques e atendimentos presenciais no Pará

Serviços digitais reduzem o impacto da paralisação, mas clientes de municípios do interior relatam dificuldades para acessar o próprio dinheiro.

Greve bancária dificulta saques e atendimentos presenciais no Pará

A greve dos bancários dificultou o acesso de clientes a saques e atendimentos que não puderam ser realizados pela internet ou por aplicativos. A paralisação afeta especialmente idosos, trabalhadores e pessoas com pouca familiaridade com recursos digitais, além de moradores que viajaram de outros municípios para resolver operações em agências.

Na manhã desta sexta-feira (11), clientes procuraram uma agência em greve na Avenida Presidente Vargas. O vendedor Rogério Mendes conseguiu usar o caixa eletrônico, mas afirmou que a paralisação prejudica quem depende do atendimento interno. Para ele, pessoas que recebem benefícios podem enfrentar mais obstáculos quando não têm cartão com chip ou não dominam os canais digitais.

A enfermeira Edileuza Braga não conseguiu resolver sua demanda pela internet. Ela disse que algumas situações ainda exigem a presença de um funcionário: “nem tudo a gente consegue fazer online”.

Clientes viajaram para tentar sacar dinheiro

O pescador Manuel Assunção, do município de Chaves, foi à agência para retirar valores que, segundo ele, estão retidos há dois meses. O dinheiro é depositado mensalmente, todo dia 25, e ele afirmou que não pode deixar o saque ultrapassar seis meses.

O agricultor Edison Nunes saiu de Acará para ir até Belém, mas não conseguiu retirar o dinheiro por causa da greve. Ele relatou que mora em casa alugada e que os atrasos afetaram o orçamento familiar.

Sindicato cita impacto nas agências

Tatiana Oliveira, presidente do Sindicato dos Bancários do Pará, afirmou que a digitalização não eliminou a necessidade do trabalho presencial. Segundo ela, os bancários atendem milhares de pessoas e realizam operações para as instituições financeiras.

A dirigente também citou uma pesquisa do Comando Nacional da Categoria/Contraf-CUT. De acordo com o levantamento, cerca de 40% dos trabalhadores entrevistados disseram trabalhar à base de medicações por problemas relacionados à saúde mental.

A paralisação continua enquanto trabalhadores rejeitam propostas apresentadas pelos bancos. Em publicação de quinta-feira (10), o funcionalismo do Banco do Brasil no Pará informou rejeição de 68,1% à última proposta. Nesta sexta-feira (11), empregados da Caixa também rejeitaram a proposta apresentada pelo banco, com índice de 89%, segundo o sindicato.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5