Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Finanças da casa

Importação de diesel perde espaço enquanto custo externo se distancia da Petrobras

Defasagem chegou a 119%, e compras previstas para outubro representam uma fração do volume normalmente importado pelo país.

Importação de diesel perde espaço enquanto custo externo se distancia da Petrobras
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A programação de importação de diesel para outubro está em até 120 mil metros cúbicos, volume inferior ao pouco mais de 1 milhão de metros cúbicos normalmente trazido pelo país nessa época. O período coincide com o aumento sazonal do consumo provocado pelo plantio da safra, e a programação ainda pode crescer nas próximas semanas, segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom).

O cenário reflete a diferença entre os preços praticados pela Petrobras e as referências internacionais. A defasagem média nos polos da estatal alcançou 119%, equivalente a 3,89 reais por litro, nesta quarta-feira. Na véspera, era de 107%, ou 3,49 reais por litro. A distância aumentou 40 centavos por litro em um dia.

A Petrobras afirma que suas entregas continuam normalmente e considera as importações previstas compatíveis com a demanda. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) também informou que não identifica risco de desabastecimento sistêmico. Importadores independentes, porém, vêm adiando compras porque o produto estrangeiro não consegue competir com os preços da estatal.

Cerca de 30% do diesel consumido no país depende de importações. Por isso, agentes do setor relatam um mercado mais apertado e possibilidade de restrições localizadas.

A pressão aumentou apesar da subvenção anunciada pelo governo uma semana antes. O mecanismo prevê inicialmente 1 real por litro para produtores e importadores, com possibilidade de revisão conforme as condições do mercado. A medida foi criada para compensar parte da diferença de preços e manter viável a entrada do combustível importado.

No mercado internacional, as margens de refino do diesel com baixo teor de enxofre na Ásia ultrapassaram 87 dólares por barril nesta quarta-feira, o maior nível já registrado, de acordo com dados da LSEG. O movimento está ligado principalmente ao aperto na oferta global, agravado por interrupções no Oriente Médio e pela menor disponibilidade de produtos russos.

Com a diferença externa próxima de 4 reais por litro, o valor inicial da subvenção ficou mais distante do custo necessário para tornar a importação competitiva. O governo havia estabelecido que o benefício poderia mudar conforme a oferta, os preços e a disponibilidade orçamentária.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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