Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
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Polícia localiza R$ 765 mil e passagem oculta na casa de ex-vereador em Sorocaba

Milton Leite era procurado em uma investigação sobre suspeita de infiltração do PCC no transporte público de São Paulo.

Polícia localiza R$ 765 mil e passagem oculta na casa de ex-vereador em Sorocaba

A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo encontraram R$ 765 mil em dinheiro e uma passagem secreta na casa do ex-vereador Milton Leite. O imóvel fica em Sorocaba, no interior do estado. Leite era procurado desde a manhã de quinta-feira, 17, após a Justiça autorizar sua prisão temporária na Operação Vectura Corrupta.

A operação foi realizada pela Polícia Civil e pelo MP-SP para investigar a possível presença do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público da capital paulista. A polícia também apura se houve vazamento da ação, porque o ex-vereador permaneceu foragido por mais de 24 horas.

Mandados e investigação

Dos 16 mandados de prisão temporária autorizados pela Justiça, 11 haviam sido cumpridos. Outras cinco pessoas continuavam foragidas, entre elas Paulo Sirqueira Korek Farias, presidente do Água Santa.

Milton Leite exerceu sete mandatos consecutivos como vereador e presidiu a Câmara Municipal durante seis anos. Ele deixou o Legislativo ao fim de 2024, depois de 28 anos, mas continuou atuando na política e mantendo influência na área.

A Vectura Corrupta é um desdobramento da Operação Dercúrio, realizada em agosto de 2024 contra um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas atribuído ao PCC. Na investigação anterior, foram identificadas redes de comunicação usadas por integrantes da chamada Sintonia Restrita e da Sintonia dos Gravatas. Também apareceram planos para lançar membros da facção como candidatos nas eleições municipais.

A decisão judicial que autorizou a prisão temporária afirmou que Leite era “citado nominalmente por diversas vezes como responsável direto pela operação de algumas das empresas controladas pelo PCC”. O desembargador Sergio Ribas também mencionou declarações de policiais militares, em um procedimento no Tribunal de Justiça Militar, segundo as quais o ex-vereador seria o dono de fato da Transwolff.

A empresa de ônibus foi alvo da Operação Fim da Linha, do MP-SP, em 2024. Investigada por suspeita de ligação com um esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao PCC, teve o contrato com a Prefeitura de São Paulo cancelado. A Transwolff nega vínculo com a facção. A defesa declarou que Leite nunca teve participação societária, não participou da gestão nem deu ordens a funcionários.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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