A mesa de cabeceira pode acompanhar o estilo do quarto ou funcionar como um ponto de destaque na decoração. Além de servir de apoio para objetos usados no dia a dia, ela contribui para a composição do ambiente e pode ser adaptada a diferentes tamanhos de dormitório.
Jociane Mendes, do escritório ResiliArt Arquitetura, destaca que o móvel ganhou importância em projetos de interiores com o aumento dos imóveis compactos. Entre as opções disponíveis estão modelos com pés metálicos ou de madeira, versões suspensas, peças com gavetas e desenhos arredondados.
Medidas e altura recomendadas
Antes de escolher o acabamento ou o formato, é importante observar a proporção da mesa em relação à cama. De acordo com a arquiteta, uma peça com aproximadamente 40 cm de largura e 30 cm de profundidade atende às necessidades básicas. As dimensões, porém, podem mudar conforme o uso e o espaço disponível.
Móveis largos ou profundos demais podem prejudicar a circulação. A altura também deve ser considerada: o ideal é que a mesa fique alinhada ao colchão. Assim, o acesso a itens como celular, livro, abajur e copo d’água fica mais prático.
Marcenaria e móveis para espaços reduzidos
A marcenaria sob medida permite ajustar o móvel às características do quarto. É possível integrá-lo à cabeceira, criar uma versão suspensa ou desenvolver uma peça com funções adicionais. Em estúdios e outros ambientes menores, essas soluções ajudam a aproveitar melhor a área disponível.
Um projeto personalizado também pode esconder tomadas, criar passagens para cabos, incorporar iluminação e incluir gavetas ou nichos destinados às necessidades dos moradores.
A instalação de mesas nos dois lados da cama não é obrigatória. A composição dupla favorece o equilíbrio visual e a simetria, mas, em quartos menores, uma única peça pode ser mais adequada para preservar a circulação. A decisão deve levar em conta as dimensões do cômodo e a forma como o espaço será usado.
Entre as alternativas para substituir a mesa tradicional estão nichos, prateleiras suspensas, móveis soltos e marcenarias contínuas que reúnem mais de uma função. Para Jociane, o móvel deve ser pensado como parte da composição e da funcionalidade do quarto, e não como um elemento isolado.







