A arquiteta pernambucana Cecília Lemos desenvolve projetos que aproximam referências eruditas e populares, com uso intenso de cores, materiais artesanais e elementos ligados à cultura brasileira. Em seu trabalho, arte, memória e identidade aparecem em composições que misturam diferentes épocas e linguagens.
Para Cecília, o ponto inicial de um projeto é ouvir. O espaço deve refletir as pessoas que vivem nele ou a experiência que se pretende criar. A arquiteta também pesquisa o lugar, a música, a gastronomia, as cores brasileiras e as imperfeições que dão características mais humanas aos ambientes.
Sua paleta tem relação com os azulejos antigos do Recife, as feiras, o frevo, o maracatu, o mar e a luminosidade do Nordeste. Tons profundos e vibrantes estão entre suas referências. A estética, segundo ela, surge depois da construção de um conceito verdadeiro.
Entre as obras arquitetônicas brasileiras mencionadas pela profissional estão o MASP, de Lina Bo Bardi, em São Paulo, e a Oficina Francisco Brennand, em Recife. Cecília também afirma que gostaria de criar uma pousada de charme autoral no Nordeste, reunindo arquitetura, arte, gastronomia e experiência sensorial.
Na seleção de peças e acabamentos associada ao seu trabalho estão a escultura Cabeça com Pássaro, de Cícero Alves, da Ilha do Ferro; a Cadeira Cacto, de Vavan, também da Ilha do Ferro; e a obra A Distorção do Canto, 2026, de Eduardo Gaudêncio, na Número Galeria.
A curadoria inclui ainda a Poltrona Cubo, de Jorge Zalszupin, na ETEL; o Sofá Togo, de Michel Ducaroy para Ligne Roset; a Mesa de apoio Doug, para interior e exterior, na Westwing Portugal; e a Mesa lateral Janete, de Sergio Rodrigues, na Italica Casa.
Entre tecidos, revestimentos e iluminação aparecem opções da Maison Tecidos, Euro Terrazzo, Jacquard Fábrica de Tecidos, Portobello, Quaker Decor, Curiosa e Koord. A seleção reúne padrões, superfícies e objetos que reforçam a proposta de combinar sofisticação, produção artesanal e referências brasileiras.







