O tacacá, um dos símbolos da culinária do Pará, é classificado de maneiras diferentes. Para algumas pessoas, trata-se de uma sopa. Para muitos paraenses, porém, o nome mais adequado é caldo, em razão da consistência, do preparo e da forma tradicional de consumo.
A receita é servida quente, geralmente em uma cuia, e reúne tucupi, jambu, goma de tapioca e camarão seco. O tucupi é um líquido amarelo extraído da mandioca-brava e forma a base do prato, ao lado dos demais ingredientes.
A discussão sobre a classificação não impede que o tacacá seja reconhecido internacionalmente. A preparação paraense ficou na 27ª posição de uma lista do TasteAtlas com as 50 melhores sopas do mundo.
Como o tacacá é consumido
De origem indígena, o tacacá é típico da Região Amazônica e está especialmente associado à culinária do Pará e de outros estados do Norte do Brasil. Tradicionalmente, é servido bem quente em uma cuia.
O consumo é feito com o auxílio de um palito de madeira, usado principalmente para pegar o camarão seco e o jambu. A combinação dos ingredientes e o modo de servir fazem parte da tradição amazônica ligada ao prato.
A definição como sopa se apoia no fato de ser uma preparação líquida, servida quente e composta por diferentes ingredientes reunidos em um caldo. Já a preferência pelo termo caldo está relacionada à maneira como o tacacá é preparado e consumido na cultura amazônica.







