Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

São Paulo supera recorde histórico de chuva para setembro

Capital paulista acumulou 253,8 milímetros até esta segunda-feira, acima do recorde anterior, registrado em 1983.

São Paulo supera recorde histórico de chuva para setembro

A cidade de São Paulo acumulou 253,8 milímetros de chuva em setembro até 9h desta segunda-feira, 14, no Mirante de Santana, na zona norte. O volume já representa o maior registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1943.

A quantidade medida é três vezes superior à média climatológica de setembro, estimada em 83,3 milímetros. O recorde anterior havia sido registrado em 1983, com 243,1 milímetros no mesmo ponto de medição. Também aparecem entre os maiores acumulados os anos de 1993, com 206,7 mm; 2015, com 201,7 mm; e 1957, com 197,2 mm.

A previsão da Climatempo indica que a umidade ainda deve permanecer elevada por vários dias. A chuva tende a diminuir na terça-feira, 15, enquanto a redução da nebulosidade deve ocorrer apenas na quinta-feira, 17, quando o sol poderá aparecer brevemente. A temperatura deve ficar limitada a 20ºC nesta semana, devido à permanência de ar frio de origem polar sobre a costa das regiões Sul e Sudeste do Brasil.

O acumulado pode aumentar até o fim do mês, já que novos episódios de chuva estão previstos. “Como setembro ainda está em andamento e há previsão de novos episódios de chuva nos próximos dias, o acumulado mensal poderá aumentar até o fim do período, ampliando o atual recorde”, afirmou William Minhoto, meteorologista da Defesa Civil do Estado de São Paulo.

Influência do El Niño

A Defesa Civil atribui as chuvas intensas que atingem o estado de São Paulo à atuação do El Niño. Nos últimos dias, temporais acompanhados de vento ou granizo provocaram enchentes, alagamentos e desmoronamentos em várias regiões do estado, com mortes em consequência das ocorrências.

O fenômeno é causado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico próximas à linha do Equador. Ele ocorre em intervalos irregulares de cinco a sete anos, nos últimos meses do ano, e dura, em média, de um ano a um ano e meio. No Brasil, pode provocar secas nas regiões Norte e Nordeste e chuvas intensas no Sul, com possibilidade de atingir o Sudeste.

Para José Antônio Marengo, coordenador geral de pesquisa e desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o El Niño já está estabelecido e continua em desenvolvimento. O aquecimento no Pacífico Equatorial já passou de 1,8 graus Celsius de anomalia e pode chegar a 2, situação associada a um El Niño muito forte, previsto para o final deste ano e o início do próximo.

Marengo ressaltou que a presença do fenômeno não determina, por si só, um verão com mais temporais severos. Segundo ele, eventos como temporais, ventanias e tornados podem ocorrer regularmente, com ou sem o El Niño.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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