Renan Santos, candidato à Presidência da República pelo Missão, afirmou que o próximo presidente deverá enfrentar o Supremo Tribunal Federal (STF) e retirar Alexandre de Moraes e Dias Toffoli da Corte, caso a composição atual seja mantida. A declaração foi dada em entrevista à TV Jovem Pan, no contexto dos desdobramentos do caso Master.
Relatórios da Polícia Federal mostraram troca de mensagens entre Daniel Vorcaro e autoridades dos Três Poderes, entre elas Alexandre de Moraes. Renan disse que mudou de posição sobre a relação com o STF. Inicialmente, segundo ele, a intenção seria evitar um confronto direto caso fosse eleito.
O candidato afirmou que não reconhecerá decisões de Moraes ou Toffoli, a quem chamou de ministros ilegítimos. Também declarou que os dois teriam atuado em favor de um banco corrupto que, nas palavras dele, teria comprado a República.
Crítica a decisão de Toffoli
Renan também comentou a decisão de Dias Toffoli que suspendeu o direito de ele fazer campanha pelas redes sociais. A medida foi tomada após uma inconsistência na declaração apresentada pelo candidato sobre suas redes. Renan classificou a decisão como uma ação feita por vingança.
Em entrevista à Mathias TV, ele disse ter ficado surpreso com o teor da decisão e afirmou que o ministro recuou posteriormente. “Eu vou dobrar aposta até o fim”, declarou Renan ao relatar sua reação ao episódio.
Proposta de nova Constituição
Entre as propostas apresentadas, o candidato defendeu a elaboração de uma nova Constituição. Para Renan, a Carta Magna atual impede o crescimento econômico e avanços na soberania brasileira.
Ele criticou a existência de despesas vinculadas na Constituição e afirmou que, apesar de os direitos estarem previstos no texto, a população enfrenta piora nas condições de vida e desrespeito aos direitos humanos.
Renan avaliou que a atual composição do Congresso Nacional produziria uma nova Constituição ruim. Por isso, propôs uma reforma política com a escolha de uma nova Assembleia Constituinte. A ideia inclui uma quarentena de 12 anos para os brasileiros eleitos para participar do processo, impedindo que eles retornem à atividade política nesse período.
Ataques a adversários
Durante as entrevistas, Renan criticou Augusto Cury, do Avante, que, segundo ele, ocupa o terceiro lugar em pesquisas eleitorais recentes. O candidato do Missão disse que Cury não apresenta resistência ao contraditório e o classificou como alguém sem posicionamentos definidos.
Renan também mencionou Flávio Bolsonaro ao comentar o caso Master e Daniel Vorcaro. Sem apresentar novos detalhes, afirmou que pessoas envolvidas em corrupção podem receber apoio popular mesmo após acusações.
Ao falar sobre Lula, o candidato disse que o presidente será arrastado para a crise. Renan também citou Dino, Gilmar, Toffoli e Alexandre de Moraes ao afirmar que haveria uma proximidade política entre eles e o presidente no STF.







