Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Picadas de abelhas podem causar intoxicação e reações alérgicas graves

Médico alerta que múltiplas ferroadas podem afetar músculos, sangue, rins e outros órgãos; crianças precisam de avaliação urgente.

Picadas de abelhas podem causar intoxicação e reações alérgicas graves

Ataques de enxames de abelhas podem provocar intoxicação, destruição de células musculares e sanguíneas, lesões renais e comprometimento de outros órgãos. A gravidade depende da quantidade de veneno inoculado e do peso corporal, segundo Bruno Paes Barreto, médico pediatra e alergista de Belém.

O alerta ocorre após um ataque registrado na última quarta-feira (9), no bairro do Curuçambá, em Ananindeua, na região metropolitana de Belém. Três pessoas, entre elas duas crianças, foram feridas e apresentaram inúmeras ferroadas, principalmente na cabeça, no rosto e no pescoço.

Reações e sinais de alerta

As abelhas operárias defendem a colônia. Depois da picada, liberam um feromônio que pode atrair outras abelhas para o mesmo alvo, levando a acidentes com centenas de ferroadas.

Em pessoas com alergia grave, a anafilaxia pode começar em minutos. Os sinais incluem urticária disseminada, inchaço na língua ou na garganta, rouquidão, falta de ar, chiado no peito, vômitos repetidos, tontura e desmaios. Também pode ocorrer anafilaxia sem manifestações na pele.

A intoxicação provocada por múltiplas picadas, mesmo sem alergia, pode causar vômitos, fraqueza intensa, dores musculares, urina escura e redução do volume urinário. Algumas complicações aparecem horas depois.

De acordo com Bruno Paes Barreto, crianças podem ter maior risco de toxicidade porque a mesma quantidade de picadas representa uma dose maior de veneno por quilo de peso. Já uma reação alérgica pode surgir após apenas uma picada, em qualquer idade. Ferroadas múltiplas exigem avaliação médica urgente, mesmo quando a criança parece bem.

Atendimento e primeiros cuidados

No caso ocorrido no Curuçambá, equipes do 29º Batalhão da Polícia Militar encontraram pessoas correndo e acionaram o Corpo de Bombeiros Militar. As três vítimas mais graves foram levadas para a Unidade de Pronto-Atendimento do Paar e depois transferidas para uma unidade de saúde com maior suporte, onde permaneceram sob observação.

Em sinais de alergia grave, o médico orienta usar o autoinjetor de adrenalina, se disponível, na parte externa da coxa, e acionar o SAMU pelo 192. A adrenalina intramuscular é o tratamento de primeira escolha; anti-histamínicos e corticoides não substituem o medicamento.

A pessoa afetada não deve ficar em pé nem caminhar. Mesmo sem sinais iniciais de alergia, picadas múltiplas, principalmente em crianças, ou ferroadas dentro da boca ou da garganta exigem atendimento urgente.

Após uma picada, as orientações são:

  • afastar-se do enxame;
  • retirar rapidamente os ferrões;
  • lavar a região com água e sabão;
  • aplicar compressa fria.

Bruno Paes Barreto também explica que uma reação grave pode ocorrer mesmo em quem nunca teve sintomas antes. Picadas anteriores podem ter causado sensibilização do organismo sem manifestações perceptíveis, e a ausência de reação em ocasiões passadas não impede quadros futuros.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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