Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

PF prende suspeitos de esquema entre PCC e máfia italiana para levar cocaína à Europa

Operação Eredità cumpre sete prisões e apreensões após investigação sobre o envio de mais de 4,6 toneladas de cocaína.

PF prende suspeitos de esquema entre PCC e máfia italiana para levar cocaína à Europa

A Polícia Federal deflagrou a Operação Eredità para desarticular uma estrutura criminosa transnacional associada ao PCC e a mafiosos italianos. O grupo é investigado pelo envio de pelo menos 4,6 toneladas de cocaína da América do Sul para diferentes países europeus.

São cumpridos sete mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão. A operação também inclui o sequestro de imóveis e o bloqueio de bens, valores em contas bancárias e aplicações financeiras de pessoas físicas e jurídicas investigadas.

Um dos alvos é o advogado Patrick Raasch Cardoso. Na decisão, o juiz Alessandro Rafael Bertollo de Alexandre, da 14.ª Vara Federal de Curitiba, afirma que o advogado, usando sua condição profissional, “levava instruções do cárcere aos operadores externos e a lideranças de facções criminosas como o PCC”. O magistrado também classificou os crimes investigados como “de elevada gravidade”.

Cooperação entre Brasil e Itália

A ação conta com o apoio da Equipe Conjunta de Investigação formada entre Brasil e Itália entre 2020 e 2025. Participam a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, pelo lado brasileiro, e o Departamento Anticrime de Turim do Raggruppamento Operativo Speciale Carabinieri, além do Ministério Público de Turim, pelo lado italiano.

Segundo a Polícia Federal, a investigação foi aprofundada a partir de informações obtidas nas operações Retis e Spiderweb, que identificaram a associação de integrantes responsáveis pela logística de exportação da droga. A Operação Eredità também é um desdobramento das operações Samba e Mafiusi, realizadas no Brasil e na Itália em 10 de dezembro de 2024.

Os investigadores relacionaram a estrutura criminosa a pelo menos onze apreensões realizadas entre 2019 e 2020, que somaram mais de 4,6 toneladas de cocaína. Também foi identificada uma estrutura financeira usada para movimentar, ocultar e dissimular recursos do tráfico internacional.

Os investigados podem responder, conforme a responsabilidade de cada um, por tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro, além de outros delitos que sejam identificados durante as investigações.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5