Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

PF diz que Eduardo Bolsonaro orientou repasses para filme nos EUA

Relatório afirma que recursos enviados por Daniel Vorcaro para cinebiografia foram direcionados a fundo ligado ao advogado do ex-deputado.

Eduardo orientou gestão de recursos de “Dark Horse” nos EUA, diz PF

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro orientou como seriam administrados nos Estados Unidos os recursos enviados por Daniel Vorcaro, fundador do Master, para financiar o filme “Dark Horse”, segundo relatório da Polícia Federal. A produção é uma cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Os documentos foram divulgados nesta 6ª feira (11.set.2026), após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, retirar o sigilo das investigações a pedido do presidente da Corte, ministro Edson Fachin, e da Procuradoria Geral da República.

A PF afirma que conversas extraídas do celular de Vorcaro registram orientações atribuídas ao ex-deputado e repassadas por intermediários. Em 21 de março de 2025, Thiago Miranda, então dono do portal Leo Dias, enviou ao empresário uma captura de tela de um diálogo atribuído a Eduardo.

De acordo com o relatório, a conversa tratava da forma de gestão dos recursos nos Estados Unidos, da possibilidade de ampliar os valores enviados pelo modelo utilizado e da disponibilidade de Altieres Santana. O corretor, que tem experiência nos mercados imobiliário e financeiro nos EUA, administrava o fundo Havengate Development Fund LP em sociedade com Paulo Sérgio Camin Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro.

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras informou que a empresa Entre Investimentos e Participações Ltda. repassou US$ 12,3 milhões ao Havengate ao longo de 2025. O contrato de financiamento da obra previa US$ 24 milhões, valor equivalente a cerca de R$ 134 milhões à época.

A Polícia Federal também aponta que o fundo foi criado em 2020 para um projeto imobiliário no Texas que oferecia concessão de green card a investidores. Como o projeto não avançou, a estrutura ficou inativa por 4 anos e foi reativada em fevereiro de 2025 para receber os recursos destinados ao filme.

Reuniões sobre o financiamento

Em março de 2025, Thiago Miranda informou a Daniel Vorcaro que Eduardo Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro queriam marcar uma reunião para tratar do andamento do financiamento da produção.

A investigação busca esclarecer a participação de Flávio Nantes Bolsonaro, Eduardo Nantes Bolsonaro, Mário Luís Frias, Thiago Miranda Silva, Fabiano Campos Zettel, Paulo Sérgio Camin Calixto, Altieres Santana e outros envolvidos na montagem, cobrança e destinação dos aportes.

Eduardo Bolsonaro foi procurado sobre as informações do relatório da PF, mas não havia respondido até a publicação do texto.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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