Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

PF descarta presença de crianças de Bacabal em operação nos EUA

Ágatha Isabelly e Allan Michael continuam desaparecidos; PF coletou material genético da mãe para futuras comparações.

PF descarta presença de crianças de Bacabal em operação nos EUA

Nenhuma criança brasileira foi localizada na operação Statewide Shield, realizada pelo Estado da Flórida, nos Estados Unidos, que encontrou 163 crianças desaparecidas. A informação foi divulgada pela Polícia Federal na quarta-feira, 9.

O resultado afastou a possibilidade de que Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, estivessem entre as crianças localizadas. Os irmãos desapareceram em 4 de janeiro de 2026, na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal, no Maranhão.

Material genético e apoio internacional

A mãe das crianças, Clarisse Cardoso, apresentou à Polícia Federal o pedido para verificar uma possível correspondência, acompanhada da advogada Nathaly Moraes. O material genético de Clarisse foi coletado pela PF e poderá ser usado em confrontos de DNA caso Ágatha e Allan sejam localizados no Brasil ou em outro país.

A Interpol ofereceu apoio às buscas e disponibilizou ferramentas para a investigação. As crianças devem ser incluídas na lista amarela da organização, destinada a alertas internacionais sobre pessoas desaparecidas. Segundo Nathaly, o material coletado continuará disponível para comparações futuras.

A advogada também afirmou que os irmãos nunca tiveram documentos de identificação. A ausência dificultou o registro de informações em bases oficiais e a identificação de possíveis crianças encontradas.

Desaparecimento em Bacabal

Ágatha e Allan estavam acompanhados do primo Wanderson Kauã, de 8 anos, quando desapareceram. O menino foi encontrado vivo três dias depois, em 7 de janeiro.

A Prefeitura de Bacabal informou que mantém os esforços para contribuir com as buscas e a investigação. O município também declarou que continua oferecendo acompanhamento social e psicológico e apoio à mãe e aos familiares, além de assistência aos moradores da comunidade de São Sebastião dos Pretos, com atenção às crianças e aos adolescentes.

“Eu só paro quando encontrar, quando tiver uma decisão definitiva”, afirmou Nathaly Moraes ao falar sobre a continuidade das buscas.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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