Nenhuma criança brasileira foi localizada na operação Statewide Shield, realizada pelo Estado da Flórida, nos Estados Unidos, que encontrou 163 crianças desaparecidas. A informação foi divulgada pela Polícia Federal na quarta-feira, 9.
O resultado afastou a possibilidade de que Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, estivessem entre as crianças localizadas. Os irmãos desapareceram em 4 de janeiro de 2026, na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal, no Maranhão.
Material genético e apoio internacional
A mãe das crianças, Clarisse Cardoso, apresentou à Polícia Federal o pedido para verificar uma possível correspondência, acompanhada da advogada Nathaly Moraes. O material genético de Clarisse foi coletado pela PF e poderá ser usado em confrontos de DNA caso Ágatha e Allan sejam localizados no Brasil ou em outro país.
A Interpol ofereceu apoio às buscas e disponibilizou ferramentas para a investigação. As crianças devem ser incluídas na lista amarela da organização, destinada a alertas internacionais sobre pessoas desaparecidas. Segundo Nathaly, o material coletado continuará disponível para comparações futuras.
A advogada também afirmou que os irmãos nunca tiveram documentos de identificação. A ausência dificultou o registro de informações em bases oficiais e a identificação de possíveis crianças encontradas.
Desaparecimento em Bacabal
Ágatha e Allan estavam acompanhados do primo Wanderson Kauã, de 8 anos, quando desapareceram. O menino foi encontrado vivo três dias depois, em 7 de janeiro.
A Prefeitura de Bacabal informou que mantém os esforços para contribuir com as buscas e a investigação. O município também declarou que continua oferecendo acompanhamento social e psicológico e apoio à mãe e aos familiares, além de assistência aos moradores da comunidade de São Sebastião dos Pretos, com atenção às crianças e aos adolescentes.
“Eu só paro quando encontrar, quando tiver uma decisão definitiva”, afirmou Nathaly Moraes ao falar sobre a continuidade das buscas.







