Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Organograma liga nome de Mário à produtora de Dark Horse nos Estados Unidos

Documento apreendido em investigação da Polícia Civil de São Paulo aponta um sócio chamado Mario na estrutura da Go Up Entertainment.

Organograma coloca 'Mário' como sócio de produtora de 'Dark Horse' nos EUA

Um organograma incluído no inquérito da Polícia Civil de São Paulo sobre o caso Dark Horse relaciona uma pessoa chamada Mario à sociedade da Go Up Entertainment nos Estados Unidos, produtora do filme sobre Jair Bolsonaro (PL). O documento não informa o sobrenome nem quem o elaborou.

A página foi apreendida durante a Operação Wi-Fi Livre SP, que investiga suspeitas sobre um contrato de mais de R$ 100 milhões entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB). A entidade é presidida por Karina, que também aparece como única sócia formal da Go Up no Brasil.

No desenho, a inscrição “GOUP BR” está ligada à “GOUP USA”. Sob a empresa americana, uma seta aponta para a anotação “sócio Mário”. O material também menciona Karina, o ICB, outra organização não governamental ligada a ela, a Academia Nacional de Cultura e termos relacionados a contrato social, distribuição, lucro e eleição.

Relações com Mário Frias

Embora o organograma não identifique o sobrenome, o deputado federal Mário Frias (PL-SP) é o roteirista de Dark Horse e mantém relações documentadas com o filme, Karina e as organizações ligadas a ela. Ele destinou emendas ao ICB e contratou, durante a campanha eleitoral de 2022, outra empresa controlada pela produtora.

O sócio oficialmente registrado da Go Up nos Estados Unidos é Michael Davis. Frias foi procurado para comentar a investigação, mas não havia respondido.

Em um despacho sobre o fim do sigilo, o ministro Flávio Dino mencionou a hipótese de que Frias ocupasse posição de liderança na “suposta arquitetura criminosa”. A investigação também afirma que o deputado seria “participante ativo da engrenagem financeira” do filme e teria feito movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica declarada.

Investigação sobre o contrato de wi-fi

O inquérito paulista apura um suposto desvio de recursos de um contrato de mais de R$ 100 milhões firmado pela capital paulista com o ICB para instalar e manter pontos de wi-fi. A apuração começou com foco em empresas subcontratadas pela entidade.

O caso também envolve gravações nas quais Flávio Bolsonaro teria pedido dinheiro a Daniel Vorcaro para produzir o filme. Flávio Dino assumiu a condução do caso depois de já investigar emendas destinadas ao ICB. Outro inquérito no Supremo Tribunal Federal apura possíveis desvios relacionados a envios feitos por Vorcaro a um fundo nos Estados Unidos que supostamente financiaria a produção.

Entre os documentos do inquérito há ainda um recibo que registra o pagamento de R$ 7.700 feito por Mário Luis Frias à Complexys, em dezembro de 2025, pelo licenciamento de um sistema de CRM político. A empresa era subcontratada pelo ICB no contrato de wi-fi e também prestou serviços ao gabinete do deputado.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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