Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Incêndio destrói galpão da Ceagesp e deixa comerciantes sem local de trabalho

Fogo atingiu estrutura com 320 boxes; comerciantes relatam perdas milionárias, riscos elétricos e falta de manutenção no local.

Incêndio destrói galpão da Ceagesp e deixa comerciantes sem local de trabalho

Um incêndio atingiu, na noite deste sábado, 5, um galpão da Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) com 320 boxes. A estrutura foi comprometida, e um laudo de interdição temporária foi emitido. De acordo com a Defesa Civil, não houve vítimas. As causas ainda são desconhecidas e passam por perícia.

O espaço reunia mais de 100 permissionários, principalmente quiosques de frutas, além de dois restaurantes, lojas de embalagens e escritórios instalados em um mezanino sobre os estabelecimentos. Na manhã deste domingo, 6, comerciantes foram ao local para avaliar os danos e acompanhar o trabalho do Corpo de Bombeiros.

As perdas incluem mercadorias, equipamentos e instalações. Maria Helena, que mantém um box há 30 anos, havia recebido uma carga de melão no dia anterior ao incêndio. “Perdemos tudo. O box estava cheio de mercadoria. Não sabemos como vamos trabalhar”, afirmou. Apenas o estoque foi estimado por ela em R$ 300 mil, sem incluir os equipamentos. A comerciante emprega 12 funcionários.

Marcio Neto, que trabalha na Ceagesp há mais de 40 anos e herdou do pai uma loja de embalagens, afirmou que o prejuízo está na casa dos milhões. Ele havia reforçado o estoque para o restante do ano. Aldemir Soares, comerciante no local há mais de 15 anos, também relatou a perda de mercadorias, equipamentos e espaço. Um empresário que presta serviços a mais de 100 comerciantes estimou que o prejuízo total ultrapasse R$ 40 milhões.

Emílio Katsuki, de 69 anos, trabalha na Ceagesp desde 1987 e mantinha uma loja de frutas no galpão havia pelo menos uma década. O negócio era administrado também por seu filho, Enzo Katsuki, de 23 anos. Segundo o comerciante, o prejuízo financeiro ainda não pode ser calculado.

Relatos sobre manutenção e atendimento

Comerciantes disseram que o galpão apresentava problemas elétricos e que a direção da Ceagesp havia sido alertada. Marcela Costa relatou que uma caixa de energia próxima ao mezanino começou a emitir barulhos de “papoco” cerca de dez dias antes do incêndio. Segundo ela, a direção foi avisada, mas uma verificação teria ocorrido apenas no dia seguinte. O escritório recém-reformado de sua loja de cocos foi destruído, com danos estimados em cerca de R$ 250 mil.

José Aires, de 51 anos, atua no local há 14 anos e perdeu mercadorias e equipamentos de refrigeração, incluindo câmaras de armazenamento. “Estamos à deriva”, disse. Ele ainda não calculou o prejuízo total.

Também houve relatos de que comerciantes tentaram conter as chamas com um caminhão-pipa da própria Ceagesp e que o Corpo de Bombeiros teria sido acionado depois. Os comerciantes afirmaram que a demora contribuiu para a propagação do fogo.

A direção do Ceasa havia marcado uma reunião para a tarde deste domingo com o objetivo de organizar um local provisório de trabalho. Uma das alternativas mencionadas foi o uso das ruas em frente ao galpão, criticada pelos permissionários. Ceasa e Ceagesp não responderam aos pedidos de esclarecimento sobre as denúncias e a manutenção.

O fogo começou pouco depois das 23h. O Corpo de Bombeiros mobilizou 16 viaturas, controlou as chamas por volta das 6h de domingo e encerrou o rescaldo às 8h34. A Defesa Civil informou que o galpão sofreu danos significativos, permanecendo isolado, sinalizado e preventivamente interditado, com acesso restrito.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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