Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Empresa de filme sobre Bolsonaro pagou quatro faturas de Mário Frias

Registros da Go Up Entertainment mostram pagamentos de até R$ 36.857,35 em despesas do deputado entre agosto e novembro de 2025.

Produtora de 'Dark Horse' pagou ao menos quatro faturas de cartão de crédito de Mário Frias durante produção do filme
Foto: Reprodução

Registros da Go Up Entertainment indicam que a produtora de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, pagou quatro faturas de cartão de crédito do deputado federal Mário Frias (PL-SP) entre agosto e novembro de 2025. Os pagamentos variaram de R$ 32.604,39 a R$ 36.857,35.

As despesas identificadas foram:

  • fatura com vencimento em 25/08/2025, paga em 22/08/2025: R$ 32.604,39;
  • fatura de 25/09/2025, quitada em 25/09/2025: R$ 34.164,08;
  • fatura de 25/10/2025, paga em 21/10/2025: R$ 33.242,21;
  • fatura de 25/11/2025, paga em 19/11/2025: R$ 36.857,35.

Frias trabalha como roteirista e produtor-executivo do filme, que conta a trajetória do ex-presidente. A produção passou a ser investigada após informações sobre possível financiamento de Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master. Ele está preso em Brasília.

Na quinta-feira (10), a Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão relacionados ao financiamento de Dark Horse. Mário Frias e Karina Gama, dona da Go Up Entertainment, foram alvos da operação.

Segundo a PF, a apuração envolve suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares. A corporação informou ter identificado movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas ligadas ao esquema. São investigados possíveis crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.

Em vídeo publicado nas redes sociais depois da operação, Frias negou irregularidades, afirmou que vai colaborar com as investigações e entregar os documentos necessários. Também disse acreditar no arquivamento do caso.

Investigações no STF

Há duas investigações sobre o filme sob supervisão de ministros do Supremo Tribunal Federal. O caso relatado por Flávio Dino analisa o possível uso irregular de emendas parlamentares e de dinheiro público recebido por entidades e empresas ligadas à produtora.

Outro inquérito, sob relatoria de André Mendonça, examina repasses feitos por Daniel Vorcaro, a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL), e o caminho percorrido por esses recursos.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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