Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Flávio Bolsonaro exonera assessor que foi vice-presidente da Caixa

Celso Leonardo Barbosa havia sido contratado em junho de 2025 e deixou o gabinete após questionamentos sobre seu histórico e suas atividades.

Flávio Bolsonaro empregou ex-vice-presidente da Caixa demitido por assédio sexual

O senador Flávio Bolsonaro contratou Celso Leonardo Barbosa, ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal demitido após denúncias de assédio sexual, para atuar em seu gabinete parlamentar. A exoneração ocorreu depois que o senador foi questionado sobre a permanência do assessor na equipe.

Celso havia assumido o cargo em junho de 2025, com remuneração mensal de R$ 20,7 mil. Antes disso, era considerado homem de confiança de Pedro Guimarães, então presidente da Caixa indicado por Jair Bolsonaro. Guimarães também deixou o banco público após denúncias de assédio sexual.

Uma empregada da Caixa afirmou ter sido assediada sexualmente por Celso durante uma viagem a Goiás, no contexto do programa Caixa Mais Brasil. Em entrevista ao Fantástico, em 2022, outra funcionária acusou o ex-vice-presidente de acobertar assédios cometidos por Pedro Guimarães.

Celso deixou a Caixa pouco depois da saída de Guimarães. No processo relacionado ao caso de assédio, formalizou um acordo de não persecução penal com a Justiça, assumiu culpa e prestou serviços comunitários. Ele também responde a um processo por falsidade ideológica. A denúncia afirma que informações inverídicas teriam sido inseridas em documentos necessários para sua indicação ao cargo de vice-presidente da Caixa.

Atividades fora do gabinete

De acordo com o próprio currículo, Celso acumulava o trabalho no gabinete de Flávio Bolsonaro com a atuação como professor da Fundação Dom Cabral. A instituição informou que ele estava cadastrado como professor convidado eventual, sem vínculo empregatício.

Nas redes sociais, há registros de aulas e palestras realizadas durante o horário de expediente, inclusive fora de Brasília. Nessas páginas, ele não informa sua passagem pela Caixa nem o cargo de assessor parlamentar.

Justificativa para a exoneração

Flávio Bolsonaro afirmou que Celso não informou à chefia imediata pendências judiciais consideradas relevantes e violou normas do Senado Federal ao exercer atividades particulares durante o expediente. “Diante da gravidade dos fatos, o desligamento foi realizado de forma imediata”, declarou o senador.

A presidenta do Sindicato, Neiva Ribeiro, disse que a entidade havia cobrado providências da direção da Caixa diante das denúncias contra Pedro Guimarães e integrantes de sua equipe. Para ela, a contratação de Celso como assessor parlamentar, com remuneração superior a R$ 20 mil, representa uma premiação para alguém com histórico de abusos e ilegalidades.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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