O Dínamo Moscou reforçou o ataque com o chileno Maxi Gutiérrez, de 22 anos, enquanto desistia das negociações por Plata, do Flamengo, e Matheus Martins, do Botafogo. O jogador estava no Independiente, da Argentina.
A decisão de não concluir os acordos foi atribuída pelo CEO Pavel Pivovarov a uma avaliação dos riscos para os objetivos de longo prazo do clube. Em entrevista à Match TV, ele afirmou que a etapa essencial das transferências não foi concluída, mesmo com as tratativas avançadas.
“Também nos consideramos vítimas nessa situação”, disse o dirigente, ao negar que o Dínamo tenha agido de má-fé com os atletas ou com os clubes brasileiros. Segundo Pivovarov, a equipe russa anunciou apenas que os jogadores haviam chegado, e não que as transferências estavam concluídas.
Valores e reação dos clubes
Plata havia sido vendido pelo Flamengo por cerca de 10 milhões de euros, equivalentes a R$ 60,1 milhões. Matheus Martins foi negociado por 7 milhões de euros, aproximadamente R$ 42,4 milhões na cotação atual.
O Flamengo negou qualquer problema clínico envolvendo Plata e classificou a postura do Dínamo como “amadorismo e irresponsabilidade”. O Botafogo também afirmou que não havia problema clínico com Matheus Martins. Os dois clubes ainda não responderam publicamente à declaração de Pivovarov, mas estudam levar o caso à FIFA.
O CEO disse que o Dínamo decidiu inicialmente não divulgar detalhes para preservar os envolvidos e respeitar a trajetória dos jogadores e das equipes. Depois que informações sobre o episódio começaram a circular no Brasil, ele resolveu apresentar a posição do clube.
Pivovarov afirmou ainda que essa foi a primeira vez em sua carreira que uma situação desse tipo ocorreu. De acordo com o dirigente, o clube queria concluir as transferências, mas preferiu desistir após considerar os riscos dos investimentos de longo prazo.







