Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Deputado pede ao STF apuração de supostos pagamentos ligados ao Banco Master

Alencar Santana solicitou que as informações sejam incluídas na Operação Compliance Zero, relatada por André Mendonça.

O deputado Alencar Santana (PT-SP)•Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

O deputado federal Alencar Santana (PT-SP) protocolou, nesta sexta-feira (4), uma notícia de fato no Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a apuração de possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master, Tarcísio de Freitas e Jair Bolsonaro. O pedido foi encaminhado ao ministro André Mendonça, relator da Operação Compliance Zero no STF.

A representação solicita que os fatos sejam incorporados ao procedimento já em andamento. O parlamentar também pede que a Procuradoria-Geral da República seja ouvida e que sejam realizadas diligências para verificar a origem de doações eleitorais e eventuais pagamentos relacionados ao grupo Banco Master.

Valores citados na representação

A petição atribui ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, declarações sobre o uso de doações oficiais para esconder supostos pagamentos de propina. Os recursos teriam sido formalmente repassados pelo empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.

Segundo o documento, as doações somariam R$ 2 milhões para a campanha de Tarcísio ao Governo de São Paulo em 2022 e R$ 3 milhões para a campanha de Bolsonaro à Presidência da República. A possível contrapartida estaria ligada à permanência do Credcesta, produto de crédito consignado do grupo Banco Master, na folha de pagamento dos servidores públicos do Estado de São Paulo.

A notícia de fato também menciona suspeitas de repasses equivalentes a 5% do resultado líquido da operação do Credcesta no estado e cerca de R$ 10 milhões em pagamentos não declarados, feitos em dinheiro e posteriormente destinados a campanhas eleitorais.

Entre as medidas solicitadas estão o acesso às propostas de colaboração de Daniel Vorcaro, a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fabiano Zettel, o envio de relatórios do Coaf e a requisição de documentos do Governo de São Paulo sobre o Credcesta. Alencar Santana afirma que os fatos podem indicar, em tese, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral.

Tarcísio de Freitas, Jair Bolsonaro e os demais citados negam a prática de irregularidades. A apresentação da notícia de fato não abre automaticamente uma investigação. Cabe ao STF e à Procuradoria-Geral da República analisar o pedido e decidir sobre a eventual instauração de procedimentos.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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