Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Delator entrega comprovantes de pagamentos a fundo ligado a aliado de Eduardo Bolsonaro

Antônio Carlos Freixo Júnior afirma que repasses foram feitos a pedido de Daniel Vorcaro para financiar filme sobre Jair Bolsonaro.

Delator de Vorcaro entrega provas de repasses a fundo ligado a Eduardo
Foto: Reprodução/Saul Loeb/AFP

Antônio Carlos Freixo Júnior entregou à Procuradoria-Geral da República (PGR) extratos bancários e comprovantes de transferências para o fundo de investimentos Havengate, sediado no Texas e administrado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro. O empresário afirma que os pagamentos foram determinados pelo banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.

Freixo Júnior firmou acordo de delação premiada com a PGR e se comprometeu a pagar cerca de R$ 2 bilhões em multa. No documento, relatou operações financeiras ilícitas que, segundo ele, teriam sido realizadas a pedido de Vorcaro. O acordo foi encaminhado ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), há cerca de 15 dias, mas ainda não foi homologado.

A homologação é necessária para dar validade jurídica à colaboração e permitir seu uso como meio de prova. Até o momento, o acordo permanece sem essa confirmação.

Pagamentos ao fundo nos Estados Unidos

De acordo com o relato apresentado aos investigadores, a solicitação para os repasses teria partido do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. Ele teria pedido US$ 24 milhões a Vorcaro para financiar uma produção cinematográfica sobre a vida do pai.

Diálogos e comprovantes encontrados no celular do banqueiro registraram pagamentos de pelo menos US$ 10 milhões ao Havengate. Na época, o montante equivalia a cerca de R$ 61 milhões.

Freixo Júnior declarou que realizou as transferências ao fundo nos Estados Unidos por orientação de Vorcaro, mas afirmou não saber qual foi o destino final dos recursos. Ele também descreveu uma operação criada para viabilizar o envio do dinheiro ao exterior, que, conforme o relato, poderia ser caracterizada como evasão de divisas.

Além das transferências por fundos de investimento, o empresário relatou que repasses também eram feitos em dinheiro vivo. Nas investigações, ele é apontado como um dos operadores financeiros ligados ao banqueiro.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5