ANCHIETA — Alean de Almeida Silva, de 44 anos, condenado a 83 anos e 3 meses de prisão por um triplo homicídio, foi preso nesta quinta-feira (10) na Praia de Ubu, em Anchieta. Foragido da Justiça há mais de quatro anos, ele foi encontrado pela Polícia Civil do Espírito Santo em uma casa onde vivia escondido com a família.
Segundo a Polícia Civil da Bahia, Alean é apontado como mandante da morte de três homens no Recôncavo Baiano. O crime ocorreu em 2019, quando as vítimas jogavam dominó na rua. A polícia afirma que os homicídios estariam ligados a uma disputa entre grupos criminosos relacionados ao tráfico de drogas.
O preso também é apontado como uma das lideranças de uma organização criminosa ligada à facção Comando Vermelho. Conforme as investigações, o grupo atuava no comércio de entorpecentes nas ruas e dentro de unidades prisionais baianas.
Como foi a captura
De acordo com Rodrigo Toscano, delegado titular da Delegacia de Polícia de Piúma, a equipe recebeu informações de que Alean estaria no Espírito Santo. Os dados foram repassados à Polícia Civil da Bahia, que solicitou judicialmente uma busca no imóvel. As equipes cumpriram a ordem nesta quinta-feira (10).
A prisão ocorreu durante a Operação Modo Avião, realizada pela Delegacia de Polícia de Piúma, com apoio da Força Tática da 10ª Companhia Independente da Polícia Militar do Espírito Santo e da Polícia Civil da Bahia. O nome da ação faz referência à interrupção da comunicação de Alean com integrantes da organização criminosa na Bahia.
Segundo Toscano, mesmo morando no Espírito Santo, o foragido continuava em contato com membros do grupo e articulava o tráfico de drogas a distância.
Após a prisão, Alean foi levado ao Centro de Triagem do Complexo Penitenciário Rodrigo Figueiredo da Rosa, em Viana. A transferência para a Bahia depende de decisão judicial.
Condenação pelo triplo homicídio
André Lucas, conhecido como “Luquinha”; Erundi Carlos, chamado de “Neguinho” ou “Nem”; e Emerson Gutierre, conhecido como “Gu”, foram mortos a tiros em 14 de julho de 2019, enquanto jogavam dominó.
De acordo com a Polícia Civil da Bahia, as vítimas teriam deixado o grupo “Bonde de Saj” e passado para o “Bonde do Maluco (BDM)”. No julgamento pelo Tribunal do Júri, os jurados reconheceram a participação de Alean nos homicídios e as qualificadoras de motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas. Outros dois envolvidos foram condenados a 78 e 86 anos de prisão.








