Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Cleitinho é criticado por silêncio sobre investigação de aliado no INSS

Senador não se manifestou de imediato sobre operação da PF que investiga Euclydes Pettersen, presidente do Republicanos em Minas Gerais.

Escândalo do INSS expõe hipocrisia de Cleitinho
Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) foi criticado por não se manifestar de imediato sobre a investigação da Polícia Federal contra o deputado federal Euclydes Pettersen, presidente do Republicanos em Minas Gerais e seu aliado político.

A apuração ocorre no âmbito da Operação Sem Desconto, que investiga descontos irregulares nos pagamentos de aposentados e pensionistas do INSS. Pettersen é suspeito de ter recebido mais de 14 milhões de reais por uma suposta atuação junto à Conafer, entidade apontada na investigação.

O deputado é investigado e, portanto, tem direito ao devido processo legal, à ampla defesa e ao contraditório. As acusações ainda não representam uma condenação.

Crítica ao posicionamento

Cleitinho costuma se apresentar nas redes sociais como fiscalizador de ações do governo federal e abordar temas como estradas, filas em hospitais e problemas na merenda escolar. A crítica feita agora é que o senador adota uma postura combativa diante de adversários, mas teria escolhido o silêncio quando a investigação atingiu um aliado próximo.

O episódio ocorreu ontem (13/11), quando a Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão emitido pelo STF contra Pettersen. O deputado é apontado como aliado de primeira hora de Cleitinho e como seu possível principal cabo eleitoral em 2026.

Durante horas, o senador não respondeu aos pedidos de manifestação. Mais tarde, afirmou: “Ele é preside o Republicanos em Minas (…) O princípio é o da investigação pública. Agora tem que esclarecer. Que se investigue tudo”.

A declaração foi considerada insuficiente pelo autor da crítica, que cobra do senador a mesma disposição para denunciar e divulgar acusações quando os investigados são seus rivais políticos. A avaliação é que o silêncio diante do caso expõe uma diferença de tratamento entre adversários e correligionários.

Cleitinho e Pettersen mantêm relações políticas e profissionais. O senador, natural de Divinópolis, também é citado como possível candidato ao governo de Minas, embora a crítica questione sua preparação para ocupar o cargo e sua atuação legislativa no Senado.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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