VITÓRIA — O centro de Vitória reúne locais ligados a 475 anos de história da capital capixaba. Entre os pontos estão a escadaria Maria Ortiz, o Viaduto Caramuru, o Palácio Anchieta, o Theatro Carlos Gomes e a rua Sete de Setembro, que preserva relatos de moradores e construções históricas.
A região será apresentada no programa “É Logo Ali”, exibido aos sábados, às 18h50, na TV Tribuna/Band.
Escadaria e viaduto
Localizada na rua Nestor Gomes, a escadaria Maria Ortiz é associada à primeira tentativa de invasão da ilha de Vitória, em 1625. A história conta que Maria Ortiz jogou baldes com água quente, de uma janela no local, contra tropas inimigas. A ação atrasou os invasores e permitiu que a Guarda Portuguesa se organizasse para impedir a invasão holandesa.
O pesquisador José Cirillo destaca a participação de civis na defesa do centro e o papel de Maria Ortiz. “O primeiro ato de defesa do centro de Vitória foi feito por civis e orquestrado por uma mulher extremamente jovem”, afirmou.
Outro ponto é o Viaduto Caramuru, na rua Caramuru, nº69. Construída em 1925 e tombada como patrimônio histórico, a estrutura seria usada pelos bondes, que nunca passaram pelo local.
O nome do viaduto remete à disputa entre os Peroás e os Caramurus. Segundo o produtor cultural Renato Santos, os Peroás integravam a Irmandade Nossa Senhora do Rosário, formada por homens pretos, enquanto os Caramurus pertenciam à Irmandade de São Benedito, formada por homens brancos.
Também fazem parte do roteiro o Palácio Anchieta, erguido em 1570 pelos padres jesuítas, e o Theatro Carlos Gomes, fundado em 1927.
Memórias da rua Sete de Setembro
Antes de receber o nome atual, a rua Sete de Setembro era chamada de rua do Reguinho ou rua da Várzea, em referência ao córrego que atravessava a região. No final do século 19, era uma passagem em meio à mata que levava aos fundos de chácaras tradicionais, conforme informações do Acervo Público Municipal.
A via também foi cenário do casamento da empresária Silvana Paganucci com o músico Cecitônio Coelho. A cerimônia reuniu cerca de 700 pessoas que passavam pelo local. “Foi um momento inesquecível”, afirmou Cecitônio.
Com a urbanização, a rua ganhou construções históricas, como a Fonte Grande e o Teatro Melpômene.








