Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Caso Master amplia pressão sobre Flávio Bolsonaro nas redes, aponta monitoramento

Debate sobre o filme “Dark Horse” gerou 383 mil menções e cerca de 8,6 milhões de interações em dois dias.

Relação com Master desgasta Flávio Bolsonaro nas redes sociais, mas direita reage

A repercussão nas redes sociais sobre o filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro, alcançou 383 mil menções e cerca de 8,6 milhões de interações nos dias 13 e 14 de maio. O levantamento monitorou mais de 16 mil perfis no Facebook, Instagram, YouTube, X e TikTok.

O estudo do Instituto Democracia em Xeque (DX) aponta que esse foi o maior alcance do caso Master nos últimos 30 dias. A análise usou as ferramentas Talkwalker e DataLake, além de dados coletados por APIs públicas das plataformas.

Esquerda concentrou publicações e interações

Entre os conteúdos sobre a relação entre Bolsonaro e Master, foram identificados 4.829 posts com menções a Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro. Perfis de esquerda responderam por 1.469 publicações, enquanto os perfis de direita fizeram 1.133 e os da imprensa, 676.

A esquerda também liderou em interações, com mais de 4 milhões. A imprensa somou 3,5 milhões, e os perfis de direita ficaram com 2,6 milhões. Para o DX, os dados indicam uma atuação política mais intensa dos perfis progressistas e uma resposta sem coordenação unificada entre os apoiadores de Flávio.

O termo “Bolsomaster” foi apontado como um dos símbolos do desgaste da pré-campanha do senador. O PT registrou 591.715 interações em 172 posts, e o PSOL, 561.579 interações em 46 posts. O PL teve 419.56 interações em 47 posts e atuou na defesa de Flávio.

Defesa usou crítica à Lei Rouanet

A principal estratégia dos apoiadores de Flávio foi mobilizar o bordão “zero de Lei Rouanet”. A argumentação era de que o filme não teria recebido dinheiro público e de que o senador teria procurado Vorcaro para obter o patrocínio quando o empresário não era alvo de acusações.

Os opositores responderam associando a produção à expressão “Roubanet” e relacionando o áudio entre Flávio e Vorcaro a outros episódios, como o do detergente Ypê.

Outra frente de reação, impulsionada pelos perfis de Carlos e Eduardo Bolsonaro, acusou Romeu Zema de traição. O ex-governador de Minas e pré-candidato à Presidência pelo Partido Novo havia publicado um vídeo com críticas a Flávio depois da divulgação do áudio.

Financiamento virou foco das críticas

As publicações de maior engajamento trataram inicialmente da cobrança de Flávio a Vorcaro por valores ligados à produção do filme. Também foram retomadas declarações anteriores do senador sobre não ter relação com o ex-banqueiro, seguidas do reconhecimento de que houve uma negociação.

O termo “lavanderia Master” ganhou espaço nas redes. Perfis progressistas e da imprensa destacaram que o financiamento de “Dark Horse” teria superado o de produções brasileiras como “Ainda Estou Aqui”, vencedora do Oscar, e “O Agente Secreto”, indicado ao prêmio.

As postagens também retomaram denúncias e episódios associados a Flávio Bolsonaro, incluindo menções à rachadinha, a Fabrício Queiroz, à aquisição de imóveis, à loja de chocolates e ao patrimônio do pré-candidato. A queda da bolsa de valores e a alta do dólar no dia da divulgação do áudio foram relacionadas ao impacto do caso sobre a campanha.

O relatório do DX afirma ainda que os perfis da imprensa ajudaram a ampliar a circulação da denúncia. Entre os perfis com mais interações, apareceram o do deputado federal Lindberg Farias e outros canais de comunicação. Na avaliação do instituto, as informações foram usadas pelo campo progressista como argumentos contra a candidatura de Flávio Bolsonaro.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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