Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Caiado defende investigação sobre suposta propina ligada a campanhas de 2022

Ronaldo Caiado afirmou que Polícia Federal e Supremo devem apurar acusações envolvendo Daniel Vorcaro, Gilberto Kassab, Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas.

Caiado diz defender investigação para apurar suposta propina de Vorcaro articulada por Kassab
Foto: Eduardo Knapp/Folhapress

Ronaldo Caiado defendeu a abertura de investigações para apurar a suposta entrega de propina por Daniel Vorcaro, do Banco Master, às campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas em 2022. Segundo o relato atribuído ao ex-banqueiro, o pagamento teria sido articulado por Gilberto Kassab, vice de chapa de Caiado.

A declaração ocorreu durante sabatina realizada em São Paulo. Questionado se manteria Kassab na chapa caso a Polícia Federal investigasse o caso, Caiado afirmou que é necessário abrir todas as informações. O candidato também disse que Polícia Federal e Supremo Tribunal Federal devem verificar se houve irregularidade.

Vorcaro afirmou às autoridades que os R$ 5 milhões doados às campanhas de Bolsonaro e Tarcísio teriam sido pagamento de propina. O relato aparece em três propostas de delação feitas pelo ex-banqueiro, recusadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República. As instituições não identificaram fatos inéditos nas declarações, e Vorcaro não teria apresentado provas para comprovar as acusações.

Kassab nega o conteúdo e afirma que os relatos não têm sustentação factual. Vorcaro também mencionou suposto caixa dois de R$ 10 milhões para o PSD.

Outras declarações na sabatina

Caiado negou ter beneficiado o Banco Master durante seu governo em Goiás por meio de um projeto de lei que ampliou o crédito consignado. De acordo com ele, a medida alcançou todas as empresas habilitadas a oferecer o crédito no estado, incluindo o banco.

Sobre o Supremo Tribunal Federal, o candidato defendeu novas regras para a corte. Entre as propostas estão idade mínima de 60 anos para ministros, quarentena de quatro anos antes do retorno à profissão e prazo de oito anos para que um magistrado possa entrar na política. Caiado afirmou que o tribunal vive um momento de desordem institucional.

O político também voltou a defender a quebra do sigilo dos processos do Banco Master e do Instituto Nacional do Seguro Social. Na economia, citou o corte de 100% das emendas impositivas, auditoria no dinheiro público e revisão de quase R$ 600 bilhões em incentivos e isenções fiscais. Na segurança, manteve a posição contrária ao uso de câmeras por policiais.

Desempenho eleitoral

No Datafolha divulgado nesta quinta, Caiado registrou 4% das intenções de voto. Ele ficou atrás de Augusto Cury, que avançou de 2% para 8% e passou ao terceiro lugar.

O candidato tem sido cobrado a ampliar o foco nacional de sua campanha, atualmente concentrado em sua atuação em Goiás. Durante a sabatina, afirmou que iria ser governador do estado, em vez de mencionar a disputa pela Presidência da República.

Para o cientista político Elias Tavares, o desafio de Caiado é transformar a exposição da campanha em crescimento eleitoral. Tavares afirmou que o político tem experiência administrativa, dois mandatos como governador de Goiás e discurso definido na segurança pública, mas que essa exposição ainda não se converteu em intenção de voto na velocidade esperada.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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